Preocupação no puerpério é comum — mas existe um limite

Com um bebê, é esperado ter dúvidas e alerta aumentado. O problema começa quando a preocupação vira trava, consome o dia e impede descanso mesmo quando existe chance de descansar.

Sinais frequentes de ansiedade pós-parto

  • pensamentos repetitivos do tipo “e se…?”
  • sensação de ameaça constante, tensão no corpo, taquicardia
  • checagens excessivas (respiração do bebê, alimentação, “certeza”)
  • dificuldade grande de dormir mesmo exausta
  • irritabilidade, choro fácil, culpa e medo de julgamento
  • evitamento (medo de sair, receber visitas, ficar sozinha)

O que pode ajudar (sem romantizar)

  • reduzir a solidão do cuidado: definir 1–2 pessoas “chave” para ajudar
  • nomear o essencial do dia: o que é “mínimo viável” hoje?
  • ancorar o corpo: água, alimentação possível, banho, 5 minutos de janela/luz
  • combinar frases de proteção contra a culpa: “isso é um período — não define quem eu sou”
  • buscar avaliação profissional quando a ansiedade domina sua rotina

Quando procurar ajuda com mais urgência

Se houver pensamentos de autoagressão, de “sumir”, ou medo de perder o controle, busque ajuda imediatamente na sua rede e serviços de emergência da sua região.

CTA: Se você se reconheceu aqui, terapia pode ajudar a reduzir o peso mental e construir um plano de cuidado realista.